Seis Milhões Realmente
Morreram?
A Verdade Afinal Exposta
do original em inglês de Richard Harwood
tradução
- KLAN NS
Introdução
1
A
Política Alemã em Relação aos Judeus Antes
da Guerra
2
População
e Emigração
3
O
Julgamentos de Nürnberg
4
Provas
Falsificadas e Depoimentos Fraudulentos
5
Sobreviventes
Repentinos
6
Acumulando
Mitos
7
Os
Judeus e os Campos de Concentração:
Uma Avaliação
Real Feita Pela Cruz Vermelha
8
ëSeis
Milhõesí A Mentira Rejeitada
9
O
QUE ESTÁ ERRADO EM
"SEIS MILHÕES REALMENTE MORRERAM?"
A propaganda de atrocidades não é nada de novo. Ela acompanhou
cada conflito no século XX e sem dúvida continuará a fazê-lo. Durante a
Primeira Guerra Mundial, os alemães foram acusados de devorar bebés belgas,
bem como de se divertirem em lançá-los para o alto e trespassá-los com baionetas.
Os britânicos também alegavam que as forças alemãs estavam a trabalhar com
uma "Fábrica de Corpos", na qual eles cozinhavam os corpos dos
seus próprios mortos para obter glicerina e outras mercadorias, um insulto
calculado à honra do Exército Imperial. Depois da guerra, entretanto, vieram
as revelações; de facto, uma declaração pública foi feita pelo Secretário
de Assuntos Estrangeiros na Câmara dos Comuns pedindo desculpas pelos insultos
à honra alemã, admitindo que estes eram propaganda de guerra.
Nenhuma declaração parecida foi feita após a II Guerra.
De facto, ao invés de diminuir com a passagem dos anos, a propaganda de
atrocidades no que se refere à ocupação alemã, e em particular o seu tratamento
em relação aos judeus, nada fez além de aumentar a sua virulência e rebuscar
o catálogo de horrores. Livros horríveis continuam a sair das editoras,
adicionando continuamente à crescente mitologia dos campos de concentração
e, especialmente, à história de que mais de Seis Milhões de Judeus foram
lá exterminados. As páginas seguintes irão revelar que esta afirmação é
a mais colossal ficção e o engano de maior sucesso; mas aqui pode ser feita
uma tentativa de responder a uma importante questão: o que fez o destino
das histórias de atrocidades da Segunda Guerra Mundial ser tão diferente
do das da Primeira Guerra? Porque as últimas foram retiradas, enquanto as
primeiras são reiteradas mais alto do que nunca? É possível que a história
dos Seis Milhões esteja a servir a um propósito político e mesmo que seja
uma chantagem política?
Até onde o povo judeu esteja preocupado, este engano tem
sido de um bem incalculável. Toda a raça e nacionalidade tiveram a sua quota
de sofrimento na Segunda Guerra Mundial, mas nenhuma foi tão elaborada com
sucesso e transformada em tão grandes vantagens. A alegada extensão da sua
perseguição rapidamente enviou a simpatia para o Lar Nacional Judeu que
eles haviam procurado por tanto tempo; depois da guerra, o governo britânico
fez pouco para evitar a imigração judaica para a Palestina que eles tinham
declarado ilegal e não foi muito depois que os sionistas conseguiram o governo
da terra da Palestina e criaram o seu refúgio contra a perseguição, o Estado
de Israel. De facto, é um acontecimento digno de nota que o povo judeu emergiu
da Segunda Guerra Mundial como nada menos do que uma minoria triunfante.
O Dr. Max Nussbaum, ex-rabino chefe da comunidade judaica de Berlim, declarou
a 11 de Abril de 1953: "A posição que o povo judeu ocupa no mundo hoje
- apesar das perdas enormes - é dez vezes mais forte do que há dez anos
atrás". Deve ser também dito, se quisermos ser honestos, que esta força
foi muito consolidada financeiramente pelo suposto massacre de Seis Milhões,
sem dúvida a mais lucrativa alegação de atrocidade de todos os tempos. Até
hoje, o impressionante total de seis mil milhões de libras foi pago como
compensação pelo Governo Federal da Alemanha Ocidental, na sua maioria ao
Estado de Israel (que nem sequer existia na Segunda Guerra), bem como a
pedintes judeus individuais.
Richard E. Harwood, 1974
Judeus Chamam Imigração de "Exterminação"
A Política Sionista Estudada
A Política Alemã em Relação aos Judeus Após o Começo da Guerra
Detenção dos Estrangeiros Inimigos
Emigração Ainda Favorecida
Certa ou erradamente, a Alemanha de Adolf Hitler considerava
os judeus como elementos desleais e avarentos dentro da comunidade nacional,
bem como uma força de decadência na vida cultural da Alemanha. Isto era
considerado particularmente insalubre desde que, durante o período de Weimar,
os judeus tinham ascendido a uma posição de notável força e influência na
nação, particularmente nas Leis, Finanças e nos Média, apesar de constituírem
apenas cinco por cento da população. O facto de que Karl Marx era judeu
e que judeus como Rosa Luxemburg e Karl Liebknecht eram desproporcionalmente
proeminentes dentro da liderança dos movimentos revolucionários na Alemanha,
também levou a convencer os nazis das poderosas tendências internacionalistas
e comunistas do povo judeu em si mesmo.
Não é parte da discussão aqui argumentar se a atitude alemã
em relação aos judeus era certa ou não ou julgar se as medidas legislativas
contra eles eram justas ou injustas. A nossa preocupação é simplesmente
com o facto de que, acreditando isto dos judeus, a solução dos nazis ao
problema era privá-los da sua influência na nação por meio de vários actos
legislativos e, mais importante de tudo, encorajar a sua imigração para
fora do país. Em 1939, a grande maioria dos judeus alemães tinha emigrado,
todos eles com uma proporção considerável dos seus bens. Nunca, em tempo
algum, tinha a liderança nazi contemplado uma política de genocídio contra
eles.
É muito significante, entretanto, que certos judeus foram
velozes em interpretar estas políticas de discriminação interna como equivalente
à exterminação em si mesmas. Um livro de propaganda antialemã de 1936 feito
por Leon Feuchtwanger e outros intitulados Die gelbe Fleck: Die Ausrottung
von 500,000 deutschen Juden (O Ponto Amarelo: A Exterminação de 500.000
Judeus Alemães, Paris 1936), dá-nos um exemplo típico. Apesar da sua falta
de bases de facto, a aniquilação dos judeus é discutida desde as primeiras
páginas - emigração para fora sendo considerada como "extermínio físico"
dos judeus alemães. Os campos de concentração nazis para prisioneiros políticos
também são vistos como instrumentos potenciais de genocídio e é feita uma
referência especial aos 100 judeus ainda presos em Dachau em 1936, dos quais
60 estavam lá desde 1933. Um exemplo mais a fundo era o sensacional livro
do comunista judeu-alemão Hans Beimler, chamado Four Weeks in the Hands
of Hitlerís Hell-Hounds: The Nazi Murder Camp of Dachau, que foi publicado
em Nova York tão cedo quanto 1933. Preso pelas suas filiações marxistas,
ele alegou que Dachau era um campo de extermínio, apesar de ele mesmo admitir
que fora solto depois de apenas ter lá estado um mês. O regime actual na
Alemanha Oriental dá agora um Prémio Hans Beimler por serviços prestados
ao Comunismo.
O facto de que propaganda anti-nazi de genocídio estava
a ser disseminada numa data tão recuada, por pessoas "suspeitas"
por causa da sua raça ou ideias políticas, deveria sugerir extremo cuidado
para um observador independente quando se aproximarem histórias similares
do período da guerra.
O encorajamento da emigração judaica não deve ser confundido
com o propósito dos campos de concentração na Alemanha pré-guerra. Estes
eram usados para a detenção de oponentes políticos e subversivos - principalmente
liberais, social-democratas e comunistas de todos os tipos, dos quais umas
proporções eram judias como Hans Beimler. Diferente dos milhões escravizados
na União Soviética, a população dos campos de concentração alemães era sempre
pequena; Reitlinger admite que entre 1934 e 1938 raramente excedeu 20.000
por toda a Alemanha e que o número de judeus não passou de 3.000. (The S.S.: Alibi of a Nation, Londres, 1956-p.253).
A visão nazi da emigração judaica não estava limitada a
uma política negativa de simples expulsão, mas sim formulada de acordo com
as linhas do sionismo moderno. O fundador do sionismo político no século
XIX, Theodor Herzl, no seu livro The Jewish State (O Estado Judeu),
originalmente concebeu Madagáscar como um lar nacional para os judeus e
esta possibilidade foi estudado seriamente pelos nazis. Foi uma parte da
plataforma do partido antes de 1933 e era publicada pelo partido em forma
de panfleto. Dizia que a reaparição de Israel como o Estado judeu seria
muito menos aceitável desde que iria resultar numa guerra perpétua e numa
dissidência no mundo árabe, o que depois realmente aconteceu. Os alemães
não foram originais em propor a imigração judaica para Madagáscar; o governo
polaco já tinha considerado a ideia a respeito da sua própria população
judaica e em 1937 eles mandaram uma missão comandada por Michael Lepecki
a Madagáscar, acompanhado por representantes judeus, para investigar os
problemas envolvidos.
A primeira proposta nazi para a solução Madagáscar foi feita
em associação com o Plano Schacht de 1938. Seguindo o conselho de Goering,
Hitler aceitou mandar o presidente do Reichsbank, Hjalmar Schacht, para
Londres para discutir com os representantes judaicos Lord Bearsted e Mr.
Rublee de Nova York (cf. Reitlinger, The Final Solution, Londres,
1953, pg. 20). O plano era de que as riquezas dos judeus alemães seriam
congeladas como garantia para um empréstimo internacional para financiar
a emigração judaica para a Palestina e Schacht mandou um relatório destas
negociações a Hitler em Berchtesgaden a 2 de Janeiro de 1939. O plano, que
falhou devido à recusa britânica de aceitar os termos financeiros, foi pela
primeira vez planeado a 12 de Novembro de 1938 numa conferência presidida
por Goering, que revelou que Hitler já estava a considerar a emigração dos
judeus para uma colónia em Madagáscar (ibid, pg. 21). Mais tarde, em Dezembro,
M. Georges Bonnet, o secretário do Estrangeiro francês, contou a Ribbentrop
de que o governo francês estava a planear a evacuação de 10.000 judeus para
Madagáscar.
Antes das propostas palestinas de Schacht de 1938, que eram
essencialmente a acção retardada de discussões que começaram tão cedo quanto
1935, numerosas tentativas foram feitas para assegurar a emigração judaica
para outras nações europeias; e estes esforços culminaram na Conferência
de Evian em Julho de 1938. Entretanto, em por 1939, a ideia da emigração
judaica para Madagáscar ganhou a primazia nos círculos alemães. É verdade
que em Londres Helmuth Wohltat da Secretaria dos Negócios Estrangeiros alemã
discutiu uma limitada imigração judaica para a Rodésia e a Guiana britânica
em Abril de 1939; mas, em 24 de Janeiro, quando Goering escreveu ao Ministro
do Interior Frick ordenando a criação de um Escritório Central de Emigração
para os Judeus e designou Heydrich do Escritório Central da Segurança do
Reich (Reich Security Head Office) para resolver o problema judaico
"pelos meios de emigração e evacuação", o plano Madagáscar estava
a ser estudado seriamente.
Em 1939, os consistentes esforços do Governo Alemão para
assegurar a saída dos judeus do Reich tinha resultado na emigração de 400.000
judeus alemães de uma população total de mais ou menos 600.000 e um adicional
de 480.000 emigrantes da Áustria e da Checoslováquia, que constituíam quase
que a totalidade da sua população judaica. Isto tinha sido conseguido pelos
Escritórios de Emigração Judaica em Berlim, Viena e Praga estabelecidos
por Adolf Eichmann, chefe do Escritório de Investigação Judaica (Jewish
Investigation Office) da GESTAPO. Tão ávidos estavam os alemães de assegurar
esta emigração que Eichmann até estabeleceu um centro de treino na Áustria,
onde jovens judeus podiam aprender agricultura em vez de serem "contrabandeados"
ilegalmente para a Palestina (Manvell & Frankl, S.S. and GESTAPO,
p. 60). Se Hitler tivesse qualquer intenção de matar os judeus, é inconcebível
que ele tivesse permitido a mais de 800.000 deixar o território do Reich
com grande parte da sua riqueza e muito menos considerado planos para emigração
em massa para a Palestina e Madagáscar. E mais: nós veremos que a política
de emigração da Europa estava ainda em consideração durante o período da
guerra, nomeadamente o Plano Madagáscar, que Eichmann discutiu em 1940 com
os “experts” do Escritório Colonial Francês depois que a derrota da França
tornou a entrega da colónia uma proposição prática.
Com a chegada da guerra, a situação em relação aos judeus
mudou drasticamente. Não é muito conhecido que os judeus do mundo se declararam
uma força beligerante na Segunda Guerra Mundial e que, portanto, havia uma
ampla base na lei internacional para os alemães internarem a população judaica
como uma força hostil. A 5 de Setembro de 1939, Chaim Weizmann, o principal
líder sionista, declarou guerra contra a Alemanha em nome dos judeus do
mundo, afirmando que "os judeus estão ao lado da Grã-Bretanha e irão
lutar ao lado das democracias... A Agência Judaica (Jewish Agency)
está pronta para entrar em imediatas preparações para a utilização do potencial
humano judaico, habilidade técnica, recursos, etc..." (Jewish
Chronicle, September,8,1939).
Todos os judeus tinham, portanto, sido declarados agentes
desejando fazer a guerra contra o Reich alemão e, como uma consequência,
Himmler e Heydrich estavam prontos a começar a política de internamento.
É válido lembrar que os Estados Unidos e o Canadá já tinham internado todos
os estrangeiros japoneses e os cidadãos de ascendência japonesa antes que
os alemães aplicassem as mesmas medidas de segurança contra os judeus europeus.
E mais: não tinha havido nenhuma prova ou declaração de deslealdade desses
japoneses-americanos como a que havia sido dada por Weizmann. Os britânicos
também, durante a Guerra dos Bóeres, internaram todas as mulheres e crianças
da população e milhares morreram em consequência disso, e de nenhuma maneira
podem os britânicos ser acusados de quererem exterminar os bóeres.
A detenção dos judeus nos territórios da Europa ocupada
serviu a dois propósitos essenciais do ponto de vista alemão. O primeiro
era prevenir o descontentamento e subversão; Himmler informou Mussolini
no dia 11 de Outubro de 1942, que a política alemã em relação aos judeus
tinha mudado totalmente durante a guerra por razões de segurança militar.
Ele protestou contra os milhares de judeus nas regiões ocupadas que estavam
a manter uma luta guerrilheira (partisan warfare), sabotagem e espionagem,
uma visão confirmada pela informação oficial soviética dada a Raymond Arthur
Davis de que mais de 35.000 judeus europeus estavam a lutar na guerrilha
sob o comando de Tito na Jugoslávia. Como resultado, os judeus deveriam
ser transportados para áreas restritas e campos de detenção, ambos na Alemanha
e, especialmente, depois de Março de 1942, no Governo-Geral da Polónia.
Durante o prosseguimento da guerra, a política desenvolveu-se
no sentido de utilizar prisioneiros judeus como trabalho no esforço de guerra.
A questão do trabalho é fundamental quando se considera o alegado plano
de extermínio dos judeus porque, no campo da lógica, analisando isto, não
teria qualquer sentido tanto desperdício de homens, tempo e energia enquanto
mantendo uma guerra pela sobrevivência em duas frentes. Certamente depois
do ataque à Rússia, a ideia do trabalho compulsório tomou precedência nos
planos alemães para a emigração judaica. O protocolo de uma conversação
entre Hitler e o regente húngaro Horthy a 17 de Abril de 1943, revela que
o líder alemão pediu pessoalmente a Horthy que libertasse 100.000 judeus
húngaros para trabalhar no "programa de aviação de caça" (pursuit-plane
programme) da Luftwaffe no tempo em que o bombardeamento da Alemanha
estava a aumentar (Reitlinger, Die Endlösung, Berlim, 1956, p. 478).
Isto passou a ter sentido quando, supostamente, os alemães já estavam a
procurar exterminar os judeus, mas o pedido de Hitler claramente demonstra
a sua prioridade de expandir a sua força de trabalho.
Em harmonia com este programa, os campos de concentração
tornaram-se, de facto, complexos industriais. Em todos os campos onde judeus
e outras nacionalidades eram detidos, existiam grandes complexos industriais
fornecendo material para o esforço de guerra alemão - a fábrica de borracha
de Buna em Bergen-Belsen, por exemplo. Buna e I. G. Farben Industrie em
Auschwitz e a firma eléctrica Siemens em Ravensbrück. Em muitos casos, notas
de dinheiro especiais para campos de concentração foram dadas como pagamento
pelo trabalho, permitindo assim que os prisioneiros comprassem rações extras
das lojas do campo. Os alemães estavam determinados a obter o maior retorno
económico possível do sistema de campos de concentração, um objectivo bem
diferente de um plano para exterminar milhões de pessoas nos mesmos. Era
a função do Escritório S.S. de Economia e Administração (S.S. Economy
and Administration Office), liderado por Oswald Pohl, garantir que os
campos de concentração se tornassem grandes produtores industriais.
É um facto notável, entretanto, que já no meio da guerra,
naquele período, os alemães continuaram a implementar a política de emigração
judia. A queda da França em 1940 permitiu que o governo alemão abrisse sérias
negociações com os franceses para a transferência dos judeus europeus Madagáscar.
O memorando de Agosto de 1942 de Luther, secretário-de-Estado do Ministério
do Exterior alemão, revela que ele conduziu negociações entre Julho e Dezembro
de 1940, quando foram suspensas pelos franceses. Uma circular do departamento
de Luther datada de 15 de Agosto de 1940 mostra que os detalhes do plano
alemão tinham sido feitos por Eichmann, pois é assinada pelo seu assistente,
Dannecker. Eichmann tinha, de facto, sido encarregado em Agosto de fazer
um detalhado Plano Madagáscar e Dannecker foi mandado pesquisar sobre Madagáscar
no Escritório Colonial Francês (French Colonial Office) (Reitlinger,
The Final Solution, p. 77). As propostas de 15 de Agosto eram de
que um banco intereuropeu financiaria a emigração de quatro milhões de judeus
num programa por fases. O memorando de Luther de 1942 mostra que Heydrich
tinha obtido a aprovação de Himmler para o plano antes do fim de Agosto
e que também o tinha submetido a Goering. Certamente contou também com a
aprovação de Hitler, pois aproximadamente a 17 de Junho o seu intérprete,
Schmidt, lembra-se de Hitler dizer a Mussolini que "É possível fundar
um Estado de Israel em Madagáscar" (Schmidt, Hitlerís Interpreter,
London, 1951, p. 178).
Apesar dos franceses terminarem com as negociações de Madagáscar
em Dezembro de 1940, Poliakov, chefe do Centro de Documentação Judaica de
Paris, admite, entretanto, que os alemães mantiveram as expectativas e que
Eichmann ainda estava a trabalhar com ele durante o ano de 1941. Entretanto,
foi considerado impraticável pelo prosseguimento da guerra, em particular
após a invasão da Rússia, e a 10 de Fevereiro de 1942, o Ministério do Exterior
foi informado de que o plano tinha sido temporariamente abandonado. Esta
ordem, mandada ao Ministério do Exterior pelo assistente de Luther, Rademacher,
é de grande importância, porque demonstra sem sombra de dúvida que o termo
"Solução Final" significava apenas a emigração dos judeus e também
que o transporte aos guetos e campos de concentração como Auschwitz não
constituía nada para além de um plano alternativo de evacuação. A directiva
conta: “A guerra com a União Soviética tem igualmente criado a possibilidade
da utilização de outros territórios para a Solução Final. Em consequência,
o Führer decidiu que os judeus não deveriam ser evacuados para Madagáscar
e sim para o Leste. Madagáscar, portanto, não é mais considerada como uma
conexão com a Solução Final (Reitlinger, ibid, p. 79). Os detalhes desta
evacuação foram discutidos um mês antes na Conferência de Wannsee em Berlim,
a qual examinaremos abaixo”.
Reitlinger e Poliakov ambos fazem a suposição inteiramente
infundada de que, se o Plano Madagáscar tinha falhado, os alemães estariam
necessariamente a pensar em "exterminação". Apenas um mês após,
entretanto, a 7 de Março de 1942, Goebbels escreveu um memorando em favor
do Plano Madagáscar como a "Solução Final" da questão judaica
(Manvell & Frankl, Goebbels, London, 1960, p. 165). Entretanto,
ele aprovou a "concentração a Leste dos judeus". Depois, os memorandos
de Goebbels também falam da deportação para Leste (i.e. o Governo Geral
da Polónia) e colocam ênfase na necessidade de trabalho compulsório naquele
local; uma vez que a política de evacuação a Leste tinha sido inaugurada,
o uso de trabalho judaico tornou-se uma parte fundamental da operação. É
perfeitamente claro do exposto acima que o termo "Solução Final"
foi aplicado tanto a Madagáscar quanto aos territórios do Leste e que, portanto,
significava apenas a evacuação dos judeus.
Perto de Maio de 1944, já os alemães estavam preparados
para permitir a emigração de 1 milhão de judeus da Europa. Uma descrição
desta proposta é-nos dada por Alexander Weissberg, o proeminente cientista
judeu-soviético deportado durante os purgos de Staline, no seu livro Die
Geschichte von Joel Brand (Cologne, 1956). Weissberg, que passou a guerra
em Cracóvia apesar de esperar que os alemães o internassem num campo de
concentração, explica que com a autorização pessoal de Himmler, Eichmann
mandou o líder judaico de Budapeste, Joel Brand, a Istambul, com uma oferta
aos Aliados para permitir a transferência de um milhão de judeus europeus
a meio da guerra. (Se acreditarmos nos escritores exterminacionistas tinham
“escassamente” um milhão de judeus vivos em Maio de 1944). A GESTAPO admitiu
que o transporte envolvido seria de grande inconveniência para o esforço
de guerra alemão, mas estava preparada para permiti-lo em troca de 10.000
camiões para serem usados exclusivamente na frente russa. Infelizmente,
o plano não deu em nada: os britânicos concluíram que Brand devia ser um
perigoso agente nazi e imediatamente o prenderam no Cairo, enquanto a Imprensa
noticiava a oferta como um truque nazi. Winston Churchill, apesar de discursar
que o tratamento dos judeus húngaros era provavelmente "o maior e mais
horrível crime jamais cometido na história do mundo", contudo disse
a Chaim Weizmann que aceitar a oferta Brand era impossível, porque seria
uma traição dos seus aliados russos. Apesar do plano não dar frutos, ilustra
bem que ninguém alegadamente a fazer um processo de extermínio iria permitir
a emigração de um milhão de judeus e demonstra, também, a importância primordial
dada pelos alemães ao esforço de guerra.
2
3 Milhões de Judeus na Europa
Judeus Russos Evacuados
"SEIS MILHÕES" Inverídicos Segundo a Neutra Suíça
Número Impossível de Nascimentos
Os Seis Milhões: Provas Documentárias
Exageros Fantásticos
Falta de Provas
A Conferência de Wannsee
Palavras Deformadas e Suposições sem Base
Estatísticas relativas à população judia não são conhecidas
detalhadamente, as aproximações para vários países diferem grandemente e
é também desconhecido quantos judeus foram deportados e internados entre
1939 e 1945. Em geral, entretanto, as estatísticas existentes, especialmente
aquelas referentes à emigração, são suficientes para demonstrar que nem
uma fracção dos seis milhões de judeus poderia ter sido exterminada.
Em primeiro lugar, o número não pode nem remotamente basear-se
no exame dos dados sobre a população judia europeia. De acordo com a Chamber
Encyclopaedia o número total de judeus a viver na Europa antes da guerra
era de 6.500.000. Claramente, isto significaria que quase todos teriam sido
exterminados. Mas a Baseler Nachrichten, uma publicação suíça neutra
que emprega dados estatísticos judaicos existentes, diz que, entre 1933
e 1945, 1.500.000 judeus emigraram para a Grã-Bretanha, Suécia, Espanha,
Portugal, Austrália, China, Índia, Palestina e os Estados Unidos. Isto é
confirmado pelo jornalista judaico Bruno Blau, que cita o mesmo número o
jornal judaico nova-iorquino Aufbau, a 13 de Agosto de 1948. Destes
imigrantes, aproximadamente 400.000 vieram da Alemanha antes de Setembro
de 1939. Isto é confirmado pelo Congresso Mundial Judaico na sua publicação
Unity in Dispersion (p. 377), que afirma que: "A maioria dos
judeus alemães teve sucesso em deixar a Alemanha antes do começo da guerra".
Juntamente aos judeus alemães, 220.000 do total de 280.000 judeus austríacos
emigraram até Setembro de 1939, enquanto que de Março de 1939 em diante
o Instituto de Emigração Judaica em Praga tinha assegurado a emigração de
260.000 judeus da antiga Checoslováquia. No total, apenas 360.000 judeus
permaneciam na Alemanha, Áustria e Checoslováquia depois de Setembro de
1939. Da Polónia, uma estimativa de 500.000 emigrou antes do início da guerra.
Estes números indicam que o número de emigrantes judeus de outros países
europeus (França, Holanda, Itália, os países da Europa Oriental, etc.) era
de aproximadamente 120.000.
Este êxodo de judeus antes e durante as hostilidades, portanto,
reduz o número de judeus na Europa a aproximadamente 5.000.000. Juntamente
a esses emigrantes, devemos também incluir aqueles que fugiram para a URSS
depois de 1939 e que foram migrantes da Polónia. Mas, tirando a Polónia,
Reitlinger admite que 300.000 outros judeus europeus escaparam do território
soviético entre 1939 e 1941. Isto traz o total de emigrantes à Rússia Soviética
a mais ou menos 1.550.000. Na revista Colliers, dia 9 de Junho de 1939,
Freiling Foster, escrevendo sobre os judeus na Rússia, explicou que "2.200.000
emigraram para a URSS desde 1939 para escapar aos nazis", mas a nossa
estimativa mais baixa é provavelmente mais acurada.
A imigração judaica para a URSS, portanto, reduz o número
de judeus na esfera de influência alemã para mais ou menos 3,5 milhões,
aproximadamente 3.450.000. Destes devem ser deduzidos aqueles judeus vivendo
em países neutros que escaparam às consequências da guerra. De acordo com
o 1942 World Almanac (p. 594), o número de judeus a viver no Gibraltar,
Grã-Bretanha, Espanha, Portugal, Suécia, Suíça, Irlanda e Turquia eram de
413.128.
Um número, em consequência, de aproximadamente 3 milhões
de judeus na Europa ocupada é tão acurado quanto as estatísticas sobre emigração
permitem. Aproximadamente o mesmo número, entretanto, pode ser deduzido
de outro modo se examinarmos estatísticas das populações judaicas restantes
nos países ocupados pelo Reich. Mais da metade dos judeus que migraram para
a URSS a partir de 1939 vieram da Polónia. É frequentemente afirmado que
a guerra com a Polónia adicionou algo como 3 milhões de judeus à esfera
de influência alemã e que quase toda esta população judaica foi "exterminada".
Este é um grande erro. O censo da população judaica de 1931 na Polónia coloca
o número de judeus em 2.732.600 (Reitlinger, Die Endlösung, p. 36).
Reitlinger diz que pelo menos 1.170.000 destes estavam na zona de ocupação
russa no Outono de 1939 e que mais ou menos 1 milhão dos quais foram evacuados
para os Urais e Sibéria do Sul depois da invasão alemã em Junho de 1941
(ibid. P. 50). Conforme o descrito acima, um número estimado de 500.000
judeus emigraram da Polónia antes da guerra. Além disso, o jornalista Raymond
Arthur Davis, que passou a guerra na União Soviética, observou que aproximadamente
250.000 já tinham fugido da Polónia ocupada pela Alemanha para a Rússia
entre 1939 e 1941 e que podiam ser encontrados em qualquer província soviética
(Odyssey Through Hell, N.Y., 1946). Subtraindo tais números do total
de 2.732.600 e permitindo o crescimento normal da população, não mais que
1.100.000 judeus polacos poderiam ter ficado sob o controle alemão ao final
de 1939 (Gutachten des Institus für Zeitgeschichte, Munich, 1956,
p. 80).
A este número poderíamos adicionar os 360.000 judeus que
ficaram na Alemanha, Áustria e Checoslováquia (Boêmia-Morávia e Eslováquia)
depois da grande emigração destes países antecedendo a guerra descrita acima.
Dos 320.000 judeus franceses, o Promotor Público representando aquela parte
das acusações envolvendo a França nos Julgamentos de Nüremberg, afirmou
que 120.000 foram deportados. Reitlinger estima apenas 50.000. Portanto
o número total de judeus debaixo da ordem nazi fica abaixo de 2 milhões.
Deportações dos países escandinavos foram poucas e da Bulgária até mesmo
nenhuma. Quando as populações judaicas da Holanda, (140.000), Bélgica (40.000),
Itália (50.000), Jugoslávia (55.000), Hungria (380.000) e Roménia (725.000)
são incluídas, o número não excede por muito os 3 milhões. Este excesso
é devido ao facto de que os números acima são estimativas do pré-guerra
não afectadas pela emigração, que destes países foi de mais ou menos 120.000
(ver acima). Esta exanimação cruzada, portanto, confirma uma estimativa
de 3 milhões de judeus europeus debaixo da ocupação alemã.
Os números precisos no que diz respeito aos judeus russos
são desconhecidos e, portanto, foram vítimas de extremos exageros. O estatístico
judeu Jacob Leszczynski afirma que em 1939 tinham 2.100.000 judeus na Rússia
posteriormente ocupada pelos alemães, isto é, na Rússia Ocidental. Além
disso, algo como 260.000 viviam nos Estados Bálticos da Lituânia, Letónia
e Estónia. De acordo com Louis Levine, Presidente do Conselho Judaico-Americano
para o Socorro à Rússia (American Jewish Council for Russian Relief)
que fez uma viagem no pós-guerra à URSS e escreveu um relatório sobre a
situação dos judeus, a grande maioria destes números foi evacuada para leste
depois que as tropas alemães lançaram a sua ofensiva. Em Chicago, a 30 de
Outubro de 1946, ele declarou que: "No começo da guerra, os judeus
estavam entre os primeiros evacuados das regiões ameaçadas pelos invasores
hitlerianas e mandados ao seguro leste dos Urais. Dois milhões de judeus
foram salvos assim". Este grande número é confirmado pelo jornalista
judeu David Bergelson, que escreveu no jornal moscovita em iídiche Ainikeit,
a 5 de Dezembro de 1942, que "graças à evacuação, a maioria (80%) dos
judeus na Ucrânia, Rússia Branca, Lituânia e Letónia foram salvos antes
da invasão alemã". Reitlinger concorda com a autoridade judaica Joseph
Schechtmann, que admite que gigantescos números foram evacuados, apesar
de estimar que um número um pouco maior de judeus russos e bálticos deixados
sob a ocupação alemã, entre 650.000 e 850.000. (Reitlinger, The
Final Solution, p. 499). A respeito
destes judeus soviéticos deixados em território ocupado, será provado posteriormente
que não mais do que 100.000 pessoas foram mortas pelos Grupos de Acção Alemães
(German Action Groups, os Einsatzgruppen) como partisans e
comissários bolcheviques, nem todos judeus. Em contraste, os partisans afirmam
mesmo terem morrido cinco vezes este número de soldados alemães.
Está claro, portanto, que os alemães não chegaram a ter
controle ou exterminar algo como seis milhões de judeus. Excluindo a União
Soviética, o número de judeus na Europa ocupada pelos nazis era pouco maior
que três milhões e de maneira nenhuma todos foram internados. Para se chegar
perto do extermínio mesmo da metade dos seis milhões teria significado a
liquidação de todos os judeus que viviam na Europa. Ainda é conhecido que
grandes números de judeus estavam vivos na Europa após 1945. Paul Friedmann
em Their Brotherís Keepers (N.Y., 1957, p. 13), afirma que "ao
menos 1 milhão de judeus sobreviveram aos horrores do inferno nazis",
enquanto o número oficial do Jewish Joint Distribution Committee
é de 1.559.600. Então, mesmo se alguém aceitar a última estimativa, o número
de mortes judias possíveis durante a guerra não poderia ter excedido um
limite de 1,5 milhão. Precisamente esta conclusão foi alcançada pelo respeitável
jornal Baseler Nachrichten da neutra Suíça. Num artigo intitulado
"Wie hoch ist die Zahl der jüdischen Opfer?" (Quão alto
é o número de vítimas judias, 13 de Junho de 1946), explica que somente
na base dos números de população e emigração descritos acima, um máximo
de apenas 1,5 milhões de judeus podia ser contado como perdas. Depois, entretanto,
será demonstrado conclusivamente que o número é de facto bem menor, por
que o Baseler Nachrichten aceitou o número do Joint Distribution
Committee de 1.559.600 sobreviventes após a guerra, mas nós demonstraremos
que o número de pedidos de compensação por sobreviventes judeus mais do
que dobra o número. Esta informação não estava disponível à Suíça em 1946.
Prova indisputável é também fornecida pelas estatísticas
da população judaica do pós-guerra. O World Almanac de 1938 dá o
número de judeus no mundo de 15.588.259. Mas, após a guerra, o The New
York Times de 22 de Fevereiro de 1948 dá o número de judeus no mundo
com um mínimo de 15.600.000 e um máximo de 18.700.000. Obviamente, tais
números fazem impossível o número de perdas judaicas durante a guerra ser
contado em qualquer número a não ser milhares. 15,5 milhões em 1938 menos
os alegados seis milhões sobram nove milhões; os números do New York Times
significariam, portanto, que os judeus do mundo produziram nove milhões
de nascimentos, quase dobrando os seus números, em 10 anos. Isto é obviamente
ridículo.
Parece, portanto, que a grande maioria dos "seis milhões"
foram de facto emigrantes, - emigrantes para países europeus, para a URSS
e para os Estados Unidos antes, durante e após a guerra. E emigrantes também,
em vastos números, para a Palestina durante e especialmente no final da
guerra. Depois de 1945, barcos destes sobreviventes judeus entraram na Palestina
ilegalmente da Europa, causando considerável embaraço ao governo britânico
na época; de facto, os números foram tão grandes que o H.M. Stationery
Office, na sua publicação n. º 190, (5 de Novembro de 1946), descreveu-os
como "quase chegando a um segundo êxodo". Foram estes emigrantes
de todas as partes do mundo que dilataram a população judaica para entre
15 e 18 milhões por 1948 e, provavelmente, a maior parte emigrou para os
Estados Unidos em violações das leis que impunham quotas. A 16 de Agosto
de 1963, David Ben Gurion, Presidente de Israel, que apesar do número oficial
da população judaica norte-americana ser de 5.600.000, "o número total
não seria estimado para além dos 9.000.000", (Deutsche Wochenzeitung,
23 de Novembro de 1963). A razão para este alto número é enfatizada por
Albert Maisal em Our Newest Americans, "Os Nossos Americanos
Mais Recentes", (Readerís Digest, Janeiro de 1957), porque ele
afirma que "logo após a II Guerra, por decreto presidencial, 90% de
toda a quota de vistos para a Europa Central e Oriental eram dadas aos desarraigados".
Reimpressa nesta página está apenas um excerto das centenas
que regularmente aparecem nas colunas do obituário do Aufbau, um
periódico judaico-americano publicado em Nova York (16 de Junho de 1972).
Mostra que os imigrantes para os EUA trocavam os seus nomes; os seus nomes
europeus antigos apareciam entre parênteses. Por exemplo: Arthur Kingsley
(antigamente Dr. Koenigsberger de Frankfurt). Não poderia ser que algumas
ou mesmo todas estas pessoas cujos nomes foram abandonados estarem incluídas
nos "Seis Milhões" da Europa?
Visto de fora pareceria certo que o número de seis milhões
de judeus assassinados não é nada mais que um vago meio-termo entre diversas
estimativas sem base; não há uma folha de prova em documentos que seja confiável.
Ocasionalmente, escritores diminuem o número para dar uma impressão de autenticidade.
Lord Russell de Liverpool, por exemplo, no seu The Scourge of the Swastika
(Londres, 1954), afirma que "não menos de cinco milhões" de judeus
morreram em campos de concentração alemães, colocando-se no meio daqueles
que estimam 6 milhões e aqueles que preferem 4 milhões. Mas, ele admitiu,
"o número real jamais será conhecido". Se for assim, é difícil
de saber como ele afirmou "não menos de cinco milhões". O Joint
Distribution Commitee favorece 5.012.000, mas o "expert" judeu
Reitlinger sugere um novo número de 4.192.200 "judeus desaparecidos",
dos quais ele estima que um terço morreu de causas naturais. Isto reduziria
o número de "deliberadamente assassinados" para 2.796.000. Entretanto,
Dr. M. Perlzweig, o delegado nova-iorquino do Congresso Mundial Judaico,
numa conferência de imprensa em Genebra em 1948, afirmou: "O preço
da queda do nacional-socialismo e do fascismo é o facto de que sete milhões
de judeus perderam as suas vidas graças ao cruel anti-semitismo". Na
Imprensa e por aí, o número é frequentemente elevado a oito ou até mesmo
nove milhões. Conforme demonstrado no último capítulo, nenhum destes números
é ao menos remotamente plausível, de facto, eles são ridículos.
Até onde é conhecida, a primeira acusação contra os alemães
de extermínio em massa de judeus na Europa durante a guerra foi feita pelo
judeu polaco Rafael Lemkin no seu livro Axis Rule in Occupied Europe,
"O Domínio do Eixo na Europa Ocupada", publicado em Nova York
em 1943. Talvez por coincidência, Lemkin depois “esboçou” a Convenção de
Genocídio da ONU, que procura pôr o "racialismo" fora da lei.
O seu livro afirmava que os nazis destruíram milhões de judeus, talvez tanto
quanto seis milhões. Isto, em 1943, teria sido verdadeiramente notável,
desde que a acção alegada começou apenas no verão de 1942. Nesta taxa, toda
a população judaica do mundo já teria sido exterminada em 1945.
Depois da guerra, estimativas propagandísticas foram a alturas
infinitamente fantásticas. Kurt Gerstein, um anti-nazi que afirmou ter-se
infiltrado nas S.S., contou ao interrogador francês Raymond Cartier que
ele tinha conhecimento de que cerca de 40 milhões de internos em campos
de concentração tinham sido gaseados. No seu primeiro memorando assinado
em 26 de Abril de 1945, ele reduziu o número a 25 milhões, mas isso ainda
era tão bizarro para a Inteligência francesa que no seu segundo memorando,
assinado em Rottweil a 4 de Maio de 1945, ele trouxe o número mais próximo
aos seis milhões preferidos nos Julgamentos de Nüremberg. A irmã de Gerstein
era congenitamente insana e morreu por eutanásia, o que pode sugerir que
poderia haver instabilidade mental no próprio Gerstein. Ele tinha, de facto,
sido condenado em 1936 por mandar correspondências excêntricas pelos correios.
Depois das suas duas "confissões", ele enforcou-se na prisão de
Cherche-Midi em Paris.
Gerstein alegou que durante a guerra ele passou informações
que diziam respeito ao assassinato de judeus ao governo sueco através de
um barão alemão, mas por uma razão inexplicável o seu relatório foi "arquivado
e esquecido". Ele também afirma que em Agosto de 1942 informou ao núncio
papal em Berlim sobre todo o "programa de extermínio", mas o reverendo
apenas lhe disse "Saia daqui". As afirmações de Gerstein estão
cheias de citações de que testemunhou as mais gigantescas execuções em massa
(12 mil num único dia em Belzec), enquanto o segundo memorando descreve
uma visita de Hitler a um campo de concentração na Polónia, a 6 de Junho
de 1942, que conhecidamente não aconteceu.
Os exageros fantásticos de Gerstein fizeram pouco para além
de desacreditar toda a noção de extermínio em massa. De facto, o bispo evangélico
Wilhelm Dibelius de Berlim denunciou o seu memorando como "Inconfiável"
(H. Rothfels, Ausgenzeugbericht zu den Massenvergasung, em Vierteljahrshefte
für Zeitgeschichte, Abril de 1954). É um facto incrível, entretanto,
que apesar dessa denúncia, o governo alemão em 1955 ordenou a edição do
segundo memorando Gerstein para distribuição nas escolas alemãs (Dokumentation
zur Massenvergasung, Bonn, 1955). Lá, eles afirmavam que Dibelius deu
a sua confidência especial quanto a Gerstein e que o memorando era "válido
além de todas as dúvidas". Este é um exemplo do modo no qual a acusação
sem base de genocídio por parte dos nazis é perpetuada na Alemanha e dirigida
especialmente à juventude.
À história de que seis milhões de judeus foram exterminados
durante a guerra foi dada autoridade final pelos Julgamentos de Nüremberg
pelo testemunho do Dr. Wilhelm Hoettl. Ele foi assistente de Eichmann, mas
era de facto uma estranha pessoa a serviço da Inteligência americana que
tinha escrito diversos livros sob o pseudónimo de Walter Hagen. Hoettl também
trabalhou para a Espionagem soviética, colaborando com dois emigrantes judeus
de Viena, Perger e Verber, que agiam como oficiais americanos durante os
interrogatórios preliminares dos Julgamentos de Nüremberg. É notável que
no testemunho desta pessoa muito dúbia Hoettl considerou-se a única "prova"
em relação ao assassinato de seis milhões de judeus. No seu depoimento a
26 de Novembro de 1945 ele afirmou, não o que ele sabia, mas o que Eichmann
"lhe tinha dito" em Agosto de 1944 em Budapeste que um total de
seis milhões de judeus foram exterminados. Desnecessário será dizer que
Eichmann nunca confirmou esta afirmação no seu julgamento. Hoettl estava
a trabalhar como espião americano durante todo o período final da guerra
e é, portanto, muito estranho que ele nunca tenha dado qualquer pista aos
americanos de uma política para matar os judeus, apesar de trabalhar directamente
com Heydrich e Eichmann.
Deve ser enfatizado desde já que não há nenhum documento
existente que prove que os alemães tinham a intenção, ou realizaram, o deliberado
assassinato de judeus. No livro de Poliakov e Wulf, Das Dritte Reich
und die Juden: Dokumente und Aufsätze (Berlim, 1955), o máximo que eles
conseguiram reunir foram declaração extraídas, após a guerra, de pessoas
como Hoettl, Ohlendorf e Wisliceny, este último sob tortura numa prisão
soviética. Na falta de qualquer prova, Poliakov é forçado a escrever: "As
três ou quatro pessoas mais envolvidas no esboço do plano para o extermínio
total estão mortas e nenhum documento sobreviveu". Isto parece muito
conveniente. Obviamente, tanto o plano quanto às "três ou quatro"
pessoas não são nada mais que nebulosas suposições do escritor e são inteiramente
improváveis. Os documentos que sobreviveram, é claro, não fazem menção alguma
de extermínio, então escritores como Poliakov e Reitlinger fazem a conveniente
suposição de que tais ordens eram geralmente "verbais". Apesar
da inexistência de qualquer prova, eles supõem que um plano para matar os
judeus deve ter-se originado em 1941, coincidente com o ataque à Rússia.
A primeira fase do plano supostamente começou em Março de 1942, com a deportação
e concentração dos judeus europeus nos campos orientais do Governo-Geral
da Polónia, como o gigantesco complexo industrial de Auschwitz perto de
Cracóvia. A suposição fantástica e completamente sem bases implícita é de
que o transporte para Leste, supervisionado por Eichmann, na verdade significava
extermínio logo na chegada.
De acordo com Manvell e Frankl (Heinrich Himmler,
Londres, 1965), a política de genocídio "parece ter sido decidida"
após "discussões secretas" entre Hitler e Himmler (p.118), apesar
de falharem em provar isso. Reitlinger e Poliakov supõem de acordo com as
mesmas linhas "verbais", adicionando que a ninguém mais era permitido
estar presente nestas discussões e que nenhuma prova foi mantida deles.
William Shirer, no seu geralmente selvagem e irresponsável livro, Ascenção
e Queda do Terceiro Reich, é similarmente mudo na questão das provas
documentárias. Ele afirma fracamente que a suposta ordem de Hitler para
o assassinato de judeus "aparentemente jamais foi passada ao papel
- pelo menos nenhuma cópia dela foi achada até agora. Foi provavelmente
dada verbalmente a Himmler, Goering e Heydrich, que a passaram adiante”.
(p. 1148).
Um típico exemplo de "prova" citada para apoiar
a lenda do extermínio é dada por Manvell e Frankl. Eles citam um memorando
de 31 de Julho de 1941, mandado por Goering a Heydrich, que liderava o Escritório
Central da Segurança do Reich (Reich Security Head Office) e era
adjunto de Himmler. De forma significativa, o memorando começa: "Suplementando
a ordem que lhe dei a 24 de Janeiro de 1939, para resolver o problema judaico
pelos meios de emigração e evacuação do melhor modo possível de acordo com
as condições presentes..." A ordem suplementar dada pelo memorando
é a "solução total (Gesamtlösung) da questão judaica na área
de influência alemã na Europa", o que os autores admitem significa
concentração no Leste e pede preparações para "os problemas organizacionais,
financeiros e materiais" envolvidos. O memorando então pede um futuro
plano para a "desejada solução final" (Endlösung), que
claramente se refere à ideal e ideia de emigração e evacuação mencionada
no início da directiva. Nenhuma menção em local algum sobre a morte de pessoas,
mas Manvell e Frankl asseguram-nos que era disso que o memorando tratava.
De novo, é claro, a "natureza verdadeira" da solução final como
distinta da solução total "foi dada por Goering a Heydrich verbalmente"
(ibid., p. 118). A conveniência dessas ordens verbais indo e voltando é
óbvia.
Os detalhes finais do plano para exterminar os judeus foram
supostamente feitos numa conferência em Gross Wannsee em Berlim a 20 de
Janeiro de 1942, presidida por Heydrich (Poliakov, Das Dritte Reich und
die Juden, p. 120; Reitlinger, The Final Solution, p. 95). Oficiais
de todos os ministérios alemães estavam presentes, e Müller e Eichmann representavam
o Escritório Geral da GESTAPO. Reitlinger, Manvell e Frankl consideram as
minutas desta conferência o seu trunfo para provar a existência de um plano
de genocídio, mas a verdade é que um tal plano jamais é mencionado, e mais,
eles admitem isso. Manvell e Frankl tentam explicar isto dizendo que "as
minutas estão envoltas em mistério em forma de burocracia, mas que permitem
ver o real significado das palavras e terminologias que eles utilizaram"
(The Incomparable Crime, Londres, 1967, p. 46) o que realmente significa
que eles pretendiam interpretá-las a seu próprio modo. O que Heydrich na
realidade disse, como consta no memorando citado acima, que ele tinha sido
ordenado por Goering para arranjar uma solução para o problema judaico,
afirma que a guerra tinha tornado o Projecto Madagáscar impraticável e continua:
"O programa de emigração foi trocado agora pela evacuação de judeus
para o Leste como a única solução possível, de acordo com a autorização
anterior do Führer". Ali, ele explica, o seu trabalho deveria ser utilizado.
Tudo isto é suposto que seja profundamente sinistro e cheio com o significado
escondido de que os judeus iriam ser exterminados, apesar do professor Paul
Rassinier, um comunista francês e membro da Resistência preso em Buchenwald
que fez um trabalho extraordinário na refutação do Mito dos Seis Milhões,
explica que significa exactamente o que diz, isto é, a concentração dos
judeus para trabalhar em imensos guetos no Governo-Central da Polónia. "Lá
eles deveriam esperar até ao final da guerra, para a reabertura das discussões
internacionais que decidiriam o seu futuro. Tal foi a decisão alcançada
na conferência interministerial de Wannsee-Berlim,..." (Rassinier, Le Veritable Proces Eichmann, p. 20). Manvell e Frankl, entretanto, mantêm-se impávidos
frente à total falta de provas ao extermínio. Na conferência de Wannsee,
eles escrevem, "referências directas ao extermínio foram evitadas e
Heydrich preferiu o termo Arbeitseinsatz im Osten (designação para
o trabalho no Leste)" (Heinrich Himmler, p. 209). O porquê de
nós não devermos aceitar que a designação para o trabalho no Leste significa
designação para o trabalho no Leste não é explicado.
De acordo com Reitlinger e outros, inumeráveis directivas
especificando o extermínio foram passadas entre Himmler, Heydrich, Eichmann
e o comandante de Auschwitz Hoess nos meses subsequentes de 1942, mas, claro,
"nenhuma sobreviveu".
A completa falta de provas em documentos para dar apoio
à existência de um plano de extermínio levou ao hábito de "reinterpretar"
os documentos que sobreviveram. Por exemplo, é dito que um documento sobre
deportação não é na realidade sobre deportação, mas um "outro modo"
de se falar em extermínio. Manvell e Frankl afirmam que vários termos foram
utilizados para camuflar o genocídio. Eles incluem Aussiedlung (descolonização)
e Abbeförderung (remoção) (ibid, p. 265). Assim, como já vimos, as
palavras não têm mais os seus significados originais se ele for muito inconveniente.
Este tipo de situação é levado aos extremos mais incríveis, como a interpretação
da directiva de Heydrich para a designação para o trabalho no Leste. Outro
exemplo é a referência à ordem de Himmler de mandar prisioneiros para Leste,
"isto é, matá-los" (Manvell e Frankl, ibid, p. 251). Reitlinger,
igualmente sem qualquer prova, faz exactamente o mesmo, declarando que das
palavras "despistadoras" da Conferência de Wannsee é "óbvio"
que "a morte lenta de toda uma raça era o objectivo" (ibid, p.
98).
Uma revisão da situação dos documentos é importante, porque revela
o edifício de suposições e afirmações sem base no qual a lenda do extermínio
é fundada. Os alemães tinham uma propensão extraordinária para colocar tudo
no papel nos mínimos detalhes e apesar disso entre os milhares de documentos
capturados da S.D. e da GESTAPO, os arquivos do Escritório Central da Segurança
do Reich (Reich Security Head Office), os arquivos do quartel-general
de Himmler e as próprias directivas de guerra de Hitler não há uma única
ordem para o extermínio de judeus ou de quem quer que fosse. Como será visto
depois, isto foi admitido pelo Centro Mundial de Documentação Judaica Contemporânea
em Tel-Aviv. Tentativas de achar "alusões veladas" a genocídio
em discursos como o de Himmler aos seus Obergruppenführers S.S. em Posen
em 1943 são similarmente sem esperança. As declarações de Nüremberg extraídas
após a guerra, invariavelmente diante de condições duras, serão examinadas
no próximo capítulo.
3
Princípios Legais Ignorados
Confissões Sob Tortura
O Depoimento Wisliceny
O Caso das Einsatzgruppen
O Julgamento Ohlendorf
Execuções dos Grupos de Acção Distorcidas
O Julgamento Oswald Pohl
À história dos Seis Milhões foi dada autoridade judicial
nos Julgamentos de Nüremberg dos líderes alemães entre 1945 e 1949, procedimentos
que provaram ser a mais desgraçada farsa legal na história. Para um estudo
muito mais detalhado das iniquidades desses julgamentos, os quais, como
disse o Marechal Montgomery, transformaram em crime perder uma guerra, ao
leitor é recomendado os trabalhos citados abaixo e particularmente o livro
devastador Advance to Barbarism (Nelson, 1953), pelo eminente jurista
inglês F. J. P. Veale.
Desde o começo, os Julgamentos de Nüremberg procederam na
base de gigantescos erros estatísticos. No seu discurso de acusação a 20
de Novembro de 1945, o Sr. Sidney Alderman declarou que havia 9.600.000
judeus a viver na Europa ocupada pelos alemães. O nosso estudo anterior
demonstrou que este número é grandemente exagerado. Chegou-se a ele através
de, em primeiro lugar, ignorar completamente a emigração judaica entre 1933
e 1945 e, em segundo lugar, por adicionar a população judaica russa, incluindo
os dois ou mais milhões que jamais estiveram em território ocupado pelos
alemães. O mesmo número, aumentado um pouco para 9.800.000, foi inventado
de novo no julgamento de Eichmann em Israel pelo Professor Shalom Baron.
O alegado número de Seis Milhões de vítimas apareceram primeiro
como o alicerce da promotoria em Nüremberg e depois de algumas brincadeiras
com dez milhões ou mais pela Imprensa da época, ele eventualmente ganhou
popularidade e aceitação internacional. É muito significante, entretanto,
que apesar de que o número absurdo conseguiu credibilidade na temerária
atmosfera de recriminação de 1945, ele não era já sustentável em 1961, no
julgamento de Eichmann. O Tribunal de Jerusalém evitou cuidadosamente mencionar
o número de Seis Milhões e a acusação redigida pelo Sr. Gideon Haussner
simplesmente disse "alguns" milhões.
Se alguém cair no erro de acreditar que o extermínio dos
judeus foi "provado" em Nüremberg por "provas", ele
deve considerar a natureza intrínseca dos Tribunais, baseados que eram numa
total inobservância de princípios legais de qualquer tipo. Os acusadores
agiam como promotores juizes e executores; a "culpa" já estava
presumida previamente (entre os juizes, é claro, estavam os russos comunistas,
cujos incontáveis crimes incluem o massacre de mais de 23.000 oficiais polacos,
cujos corpos foram encontrados pelos alemães na Floresta de Katyn, perto
de Smolensk. O promotor soviético tentou atirar a acusação deste massacre
aos réus alemães). Em Nüremberg, legislação “ex post” facto foi criada,
pela qual vários homens foram julgados por "crimes" que só foram
declarados crimes após a seu suposto acontecimento. Assim foi infringido
o mais básico princípio legal de que uma pessoa só pode ser condenada por
infringir uma lei que já existia no tempo da infracção. "Nulla Poena
Sine Lege".
As Regras de Provas, desenvolvidas pela jurisprudência britânica
através dos séculos com o objectivo de alcançar a verdade de uma acusação
com o máximo de certeza possível, foram totalmente abandonadas em Nüremberg.
Foi decretado que "o Tribunal não se limitará a regras técnicas de
prova", mas podia admitir "qualquer prova que julgue ter valor
provativo", isto é, que iria dar razão a uma condenação. Na prática,
isto significou a admissão de provas e documentos auriculares, que num julgamento
judicial normal são sempre rejeitados como inconfiáveis. Que tal tipo de
prova foi permitido é de profundo significado, porque foi um dos métodos
principais pelo qual a lenda do extermínio foi fabricada através de fraudulentos
"depoimentos escritos". Apesar de apenas 240 testemunhas serem
chamadas durante os julgamentos, nada menos do que 300.000 desses "depoimentos
escritos" foram aceites pelo Tribunal para apoiar as acusações, sem
que essa prova fosse ouvida sob juramento. Nestas circunstâncias, qualquer
judeu deportado ou prisioneiro nos campos podia fazer qualquer afirmação
para se vingar de quem quer que ele queira. O mais incrível de tudo, talvez,
era o facto de que os advogados de defesa de Nüremberg não tinham permissão
para examinar cruzadamente as testemunhas de acusação. Uma situação similar
reapareceu no julgamento de Adolf Eichmann, quando foi anunciado que o advogado
de defesa de Eichmann poderia ser cancelado a qualquer altura "se uma
situação intolerável surgisse", o que presumivelmente significava que
se o seu advogado começasse a provar a sua inocência. O verdadeiro “background”
dos Julgamentos de Nüremberg foi exposto pelo juiz americano, Justice Wenersturm,
Presidente de um dos Tribunais. Ele ficou tão espantado com os procedimentos
que ele se demitiu do seu cargo e voltou à América, deixando uma declaração
ao Chicago Tribune que enumerava ponto por ponto as suas objecções ao julgamento
(cf. Mark Lautern, Das Letzte Wort über Nürnberg, p. 56). Os pontos
3-8 são os seguintes:
3. Os membros do departamento do promotor público, ao invés de tentarem formular e alcançar um novo princípio guia legal, estavam motivados unicamente pela ambição pessoal e vingança.
4. A promotoria faz o possível em todos os aspectos para evitar que a defesa prepare o seu caso e torna impossível a ela ter acesso a provas.
5. A promotoria, liderada pelo General Taylor, fez tudo o que estava no seu poder para evitar a decisão unânime do Tribunal Militar de ser executada i.e. pedir a Washington para deixar à disposição do Tribunal provas documentárias extras à disposição do governo americano.
6. Noventa por cento do Tribunal de Nüremberg era constituído por pessoas parciais (preconceituosas, isto é: que, por motivos políticos e/ou raciais tinham interesse em demonizar o nazismo, inglês biased) que, no plano político ou racial, ajudariam a promotoria.
7. A promotoria obviamente sabia como preencher os postos administrativos do Tribunal Militar com "americanos" cujos certificados de naturalização eram na verdade muito novos e que, no serviço administrativo ou através das suas traduções, etc., criaram uma atmosfera hostil aos acusados.
8. O verdadeiro objectivo dos Julgamentos de Nüremberg era mostrar aos alemães os crimes do seu Führer e este objectivo foi ao mesmo tempo o pretexto sob o qual os Julgamentos foram criados... Se eu soubesse sete meses antes o que estava a acontecer em Nüremberg, jamais teria ido lá.
No
que diz respeito ao ponto 6, de que 90 por cento do pessoal de Nüremberg
era constituído por pessoas parciais no plano político ou racial, este foi
um facto confirmado por outros presentes. De acordo com Earl Carroll, um
advogado americano, sessenta por cento do pessoal administrativo do Escritório
do Promotor Público eram judeus alemães que tinham deixado a Alemanha após
a promulgação das Leis da Raça de Hitler. Ele observou que nem dez por cento
dos americanos empregados nos Tribunais de Nüremberg eram realmente americanos
de nascimento. O chefe do Escritório do Promotor Público, que trabalhava
atrás do General Taylor, era Robert M. Kempner, um emigrante judeu alemão.
Ele era ajudado por Morris Amchan. Mark Lautern, que observou os julgamentos,
escreveu no seu livro: "Eles todos chegaram: os Solomons, os Schlossbergers
e os Rabinovitches, membros do corpo administrativo do Promotor Público..."
(ibid. P. 68). É óbvio que destes factos o fundamental princípio legal de
que nenhum homem pode sentar-se em julgamento do seu próprio caso, foi completamente
abandonado. Também, a maioria das testemunhas era judia. De acordo com o
Professor Maurice Bardeche, que também observou os Julgamentos, a única
preocupação destas testemunhas era não demonstrar o seu ódio muito abertamente
e tentar dar a impressão de objectividade (Nuremberg ou la Terre Promise,
Paris, 1948, p. 149).
Mais perturbador, entretanto, eram os métodos empregados
para extrair afirmações e "confissões" em Nüremberg, particularmente
daqueles oficiais S.S. que eram usados para apoiar as acusações de extermínio.
O senador americano Joseph McCarthy, numa declaração dada à imprensa americana
a 20 de Maio de 1949, chamou a atenção aos seguintes casos de tortura para
conseguir tais confissões. Na prisão de Schwabisch Hall, ele afirmou, oficiais
da S.S. Leibstandarte Adolf Hitler eram espancados até estarem ensopados
em sangue, e depois os seus órgãos sexuais eram pisados enquanto estavam
deitados no chão. No notório Julgamento de Malmedy de soldados individuais,
os prisioneiros eram levantados no ar e espancados até assinarem as confissões
exigidas. Na base de tais "confissões" extraídas dos Generais
S.S. Sepp Dietrich e Joachim Peiper, a Leibstandarte foi considerada uma
"organização culpada". O General S.S. Oswald Pohl, o administrador
económico do sistema de campos de concentração, teve o seu rosto lambuzado
com excrementos e foi depois espancado até dar a sua confissão. Tratando
destes casos, o Senador McCarthy disse à Imprensa:
"Eu ouvi provas e li provas em documentos de que os
acusados foram espancados, maltratados e fisicamente torturados por métodos
que só podem ter sido concebidos por mentes doentias. Eles eram submetidos
a pseudojulgamentos e pseudoexecuções, e diziam-lhes que as suas famílias
perderiam os seus cartões de racionamento. Tudo isto foi executado com a
aprovação do Promotor Público com o objectivo de assegurar a atmosfera psicológica
necessária para a extorsão das requeridas confissões. Se os Estados Unidos
permitem que tais actos, praticados por algumas pessoas, sigam sem punição,
então todos podem criticar-nos e severamente e duvidar para sempre da correcção
dos nossos motivos e da nossa integridade moral".
Os métodos de intimidação descritos acima foram repetidos
durante julgamentos em Frankfurt-am-Main e em Dachau e um grande número
de alemães foi condenado por atrocidades com base nessas afirmações. O juiz
americano Edward L. van Roden, um dos três membros da Comissão Simpson do
Exército (Simpson Army Commission) que depois foi nomeada para investigar
os métodos de justiça nos julgamentos de Dachau, revelou os métodos pelos
quais essas afirmações eram conseguidas no Washington Daily News, de 9 de
Janeiro de 1949. O seu depoimento também apareceu no jornal britânico Sunday
Pictorial, de 23 de Janeiro de 1949. Os métodos que ele descreveu eram:
"ajoelhar-se como monges para ouvir confissões e dar a absolvição;
tortura com cigarros acesos colocados debaixo das unhas dos prisioneiros;
partir os seus dentes e o maxilar, colocação na solitária e rações muito
perto da fome". Van Roden explicou: "Os depoimentos que eram admitidos
como provas eram obtidos de homens que tinham primeiro sido colocados na
solitária por três, quatro e cinco meses... Os investigadores iriam pôr
um pano preto na cabeça do acusado e então espancá-lo na face com soqueiras,
pontapiá-lo e bater-lhe com mangueiras de borracha... Todos menos dois alemães,
nos 139 casos que nós investigamos, tinham sido pontapiados nos testículos,
com danos irreparáveis. Isso era o procedimento normal dos nossos investigadores
americanos".
Os investigadores "americanos" responsáveis (e
que depois foram à promotoria nos julgamentos) eram: Ten.-Cor. Burton F.
Ellis (chefe do Comité de Crimes de Guerra) e seis assistentes, Capt. Raphael
Shumacker, Ten.. Robert E. Byrne, Ten. William R. Perl, Mr. Morris Ellowitz,
Mr. Harry Thon e Mr. Kirschbaum. O conselheiro legal do Tribunal era o Cor.
A. H. Rosenfeld. O leitor vai imediatamente notar pelos seus nomes que a
maioria era "parcial no plano racial" nas palavras de Wenersturm
- isto é, eram judeus e, portanto, jamais deveria estar envolvido em tal
investigação.
Apesar do facto de que tais "confissões" relacionadas
ao extermínio de judeus foram extraídas nessas condições, os depoimentos
de Nüremberg ainda são considerados uma prova conclusiva para os Seis Milhões
por escritores como Reitlinger e outros, e a ilusão diz que os Tribunais
eram tanto imparciais como impecavelmente justos. Quando o general Taylor,
o Chefe da Promotoria Pública (Chief Public Prosecutor), foi questionado
sobre onde é que ele tinha obtido o número de Seis Milhões, ele respondeu
que era baseado nas confissões do general S.S. Otto Ohlendorf. Este também
foi torturado e o seu caso será examinado mais abaixo. Mas até onde as "confissões"
importam, não podemos fazer melhor que citar o British Sunday Pictorial
quanto ao relatório do Juiz Van Roden: "Homens fortes eram reduzidos
a farrapos humanos prontos a murmurar qualquer admissão requerida pelos
seus acusadores".
Neste ponto, vamos examinar alguns documentos de Nüremberg
por si mesmos. O documento citado mais frequentemente em apoio à lenda dos
Seis Milhões e que aparece frequentemente no livro de Poliakov e Wulf Das
Dritte Reich und die Juden: Dokumente und Aufsätze, é a declaração do
Capitão S.S. Dieter Wisliceny, um assistente no escritório de Adolf Eichmann
e depois chefe da GESTAPO na Eslováquia. Foi obtido em condições ainda mais
extremas que as acima referidas, porque Wisliceny caiu nas mãos dos comunistas
checos e foi "interrogado" na prisão controlada pelos soviéticos
de Bratislava em Novembro de 1946. Submetido a torturas, Wisliceny foi reduzido
a cacos nervosos. Apesar de as condições nas quais este depoimento foi obtido
o deixarem totalmente sem plausibilidade, Poliakov prefere ignorar isso
e simplesmente escreve: "Na prisão ele escreveu diversas memórias que
contêm informações de grande interesse" (Harvest of Hate, P.
3). Esta memória contém algumas afirmações genuínas para dar a impressão
de autenticidade, como de que Himmler era um advogado incansável da emigração
judaica e que a emigração dos judeus da Europa continuou durante a guerra,
mas em geral ela é típica da "confissão" estilo comunista produzida
nos “julgamentos-show” soviéticos. Referência frequente é feita ao extermínio
de judeus e uma tentativa flagrante é feita de tentar incriminar tantos
líderes S.S. quanto possível. Erros factuais também são comuns, notavelmente
a afirmação de que a guerra com a Polónia adicionou mais 3 milhões de judeus
ao território ocupado pelos alemães, o que nós já desmascarámos acima.
O depoimento Wisliceny lida até um grau com as actividades
das Einsatzgruppen ou Grupos de Acção usados na campanha russa. Isto merece
uma consideração detalhada numa pesquisa de Nüremberg porque a pintura apresentada
deles nos Julgamentos representa um tipo de "Seis Milhões" em
miniatura, i.e., foi provada desde então o mais enorme exagero e falsificação.
As Einsatzgruppen eram quatro unidades especiais retiradas da GESTAPO e
da S.D. (Serviço de Segurança S.S.) cuja missão eram acabar com os guerrilheiros
e os comissários comunistas seguindo os exércitos alemães que avançavam
na Rússia. Em 1939, existiam 34.000 desses comissários políticos ligados
ao Exército Vermelho. As actividades das Einsatzgruppen eram de importância
particular ao promotor soviético Rudenko nos Julgamentos de Nüremberg. A
acusação de 1947 dos quatro grupos alegava que no curso das suas operações
eles mataram pelo menos 1 milhão de judeus simplesmente porque eram judeus.
Essas alegações têm sido elaboradas desde então; é agora
afirmado que o assassínio dos judeus soviéticos pelas Einsatzgruppen era
a "Fase 1" do programa do extermínio de judeus, a "Fase 2"
sendo o transporte dos judeus europeus para a Polónia. Reitlinger admite
que o termo "solução final" referia-se à emigração e que nada
tinha a ver com extermínio de judeus, mas então ele afirma que a política
de extermínio começou com a invasão da Rússia em 1941. Ele considera a ordem
de Hitler de Julho de 1941 da liquidação dos comissários políticos comunistas,
e conclui que era acompanhada por uma ordem verbal de Hitler às Einsatzgruppen
para liquidar todos os judeus soviéticos (Die Endlösung, p. 91).
Se esta afirmação é baseada em alguma coisa, é no “sem valor” Depoimento
Wisliceny, que alega que as Einsatzgruppen estavam logo a receber ordens
para estender a sua missão de destruir os comissários comunistas e os partisans
a um "massacre geral" dos judeus russos.
É muito significante que, mais uma vez, é uma "ordem
verbal" para exterminar os judeus supostamente acompanhou a genuína,
ordem escrita de Hitler - mais uma afirmação nebulosa e impossível de se
provar de Reitlinger. Uma ordem anterior de Hitler, datada de Março de 1941
e assinada pelo Marechal de Campo Keitel deixa bem claro as missões reais
das futuras Einsatzgruppen. Diz que, na campanha russa, ao Reichsführer
S.S. (Himmler) será confiada "missões de administração política, missões
que resultarão da luta que deverá ser mantida entre dois sistemas políticos
opostos" (Manvell & Frankl, ibid, p. 115). Isto significa eliminar
o Comunismo, especialmente os comissários comunistas cuja tarefa específica
era a doutrinação comunista.
O mais revelador julgamento no "caso das Einsatzgruppen"
em Nüremberg foi o do General S.S. Otto Ohlendorf, o chefe da S.D. que comandou
o Einsatzgruppe D na Ucrânia, ligado ao Décimo Primeiro Exército do Marechal
de Campo von Manstein. Durante a última fase da guerra ele foi utilizado
como “expert” no comércio exterior no Ministério da Economia. Ohlendorf
foi um daqueles submetidos às torturas citadas antes e, no seu depoimento
a 5 de Novembro de 1945, ele foi "persuadido" a confessar que
90.000 judeus tinham sido mortos apenas durante o seu comando. Ohlendorf
não foi julgado até 1948, muito após o principal julgamento, o de Nüremberg,
e nesse tempo ele insistia que a sua afirmação anterior tinha sido extraída
sob tortura. No seu discurso principal perante o Tribunal, Ohlendorf teve
a oportunidade de denunciar Philip Auerbach, o procurador-geral do Escritório
Estatal Bávaro para a Restituição (Bavarian State Office for Restitution),
que naquele tempo estava a pedir a compensação para "onze milhões de
judeus" que tinham sofrido nos campos de concentração alemães. Ohlendorf
descartou esta afirmação ridícula, afirmando que nem a menor parte das pessoas
pelas quais Auerbach estava a exigir compensações tinham sequer visto um
campo de concentração. Ohlendorf viveu o suficiente para ver Auerbach condenado
por desvio e fraude (forjou documentos, subornando pessoas não-existentes)
antes da sua execução em 1951.
Ohlendorf explicou ao Tribunal que as suas unidades tinham
de prevenir frequentemente massacres de judeus organizados por ucranianos
anti-semitas atrás da frente alemã e negou que as Einsatzgruppen, como um
todo, tinham infligido um quarto das perdas citadas pela promotoria. Ele
insistiu que a guerra de guerrilhas ilegal na Rússia, que ele devia combater,
tinha custado um número infinitamente maior de vidas do Exército regular
alemão - uma asserção confirmada pelo governo soviético, que dizia que no
mínimo 500.000 soldados alemães foram mortos por guerrilheiros. De facto,
Franz Stahlecker, comandante do Einsatzgruppe A na região do Báltico e na
Rússia Branca foi morto por guerrilheiros em 1942. O jurista inglês F. J.
P. Veale, lidando com os Grupos de Acção, explicou que na luta na frente
russa nenhuma distinção podia ser feita com clareza entre guerrilheiros
e a população civil, porque qualquer civil russo que mantivesse o seu status
civil ao invés de agir como um terrorista era passível de ser executado
pelos seus compatriotas como traidor. Veale diz sobre os Grupos de Acção:
"Não há dúvida de que as suas ordens foram de combater o terror com
o terror", e ele acha no mínimo estranho que as atrocidades cometidas
pelos guerrilheiros na sua luta foram consideradas como inocentes simplesmente
porque acabaram por ficar com o lado que venceu a guerra (ibid. P. 223).
Ohlendorf partilhava da mesma visão e, num apelo amargo escrito antes da
sua execução, ele acusou os Aliados de hipocrisia por acusarem os alemães
de quebrarem as leis da guerra enquanto lutavam com um selvagem inimigo
soviético que não respeitou tais regras.
A acusação soviética de que os Grupos de Acção exterminaram
um milhão de judeus durante as suas operações foi demonstrada subsequentemente
ser uma falsificação massiva. De facto, jamais existiu a menor base estatística
para tal número. Em conexão, Poliakov e Wulf citam o depoimento de Wilhelm
Hoettl, o dúbio espião americano, agente duplo e ex-assistente de Eichmann.
Hoettl deve ser lembrado, afirmou que Eichmann "lhe contou" que
seis milhões de judeus tinham sido exterminados - e ele adicionou aqueles
dois milhões que teriam sido mortos pelas Einsatzgruppen. Esse número absurdo
ia além das mais improváveis estimativas do Promotor Soviético Rudenko e
não recebeu qualquer credibilidade nem mesmo pelo Tribunal americano que
julgou e condenou Ohlendorf.
O número real de baixas pelas quais os Grupos de Acção foram responsáveis foi revelado no erudito trabalho Manstein, his Campaigns and his Trial (Manstein, as suas Campanhas e o seu Julgamento, Londres, 1951), pelo advogado inglês R. T. Paget. Ohlendorf esteve sob o comando nominal de Manstein. A conclusão de Paget é de que o Tribunal de Nüremberg, aceitando os números da promotoria soviética, exagerou o número de baixas em mais de mil por cento e distorceram ainda mais as situações nas quais tais baixas foram infligidas (essas distorções horríveis são assunto de seis páginas do Ascensão e Queda do Terceiro Reich, de William Shirer, p. 1140-46). Aqui, então, a lenda dos seis milhões em miniatura: não um mil